sexta-feira, 30 de dezembro de 2011




Ah... Se amar fosse perder a razão
Diria apenas o quanto que te quero
E afino as cordas do meu violão

Ah... Se ainda ouvisse o meu canto embora
Se tu soubesses que ainda te espero
E me arrependo em ter largado em vão

Ah... Que já não há castigo tão pior
Que andar sozinha sem o teu esmero
Que ver teus olhos em outra direção

Quero arremeçar meu coração
Juras de amor que ainda não cumpridas
Já não se faz contando com o agora

Te amo pela pátria amarga dessa canção
Que não perdôo por ser traiçoeiro
Portanto quero tudo fora

Nenhuma volta, nem a tua mão
Se nos amamos pela mentira então
Não vá doer que seja simplesmente

Viver em pé na solidão
Já me acostumei a tua partida e não
Me fez chorar, me fez tão displicente

E essas partituras pelo chão
Me diz qual delas é nossa canção
Porque agora tenho que partir

Tudo o que eu quero é lhe dizer adeus
Saiba que meu coração nunca foi teu
E que desculpas não funcionaram.




A moça alimenta aos pássaros como alimenta o coração
Nutre o espírito de vitalidade e caminha rente ao chão
Pegadas de orgulho e de reflexão ao paraíso.
Conversa com bichos, canta na área, toca flauta
E desperta a alma da princesa, nada com peixes e dorme com as estrelas.
Ama sozinha, sonha sozinha e espera sozinha pelo amado.
Sozinha não, com “Deus”.
E ela é doce como a nuvem sorridente como o sol e chorosa como a lua
É  mãe da terra, é pequena grande, meu amor

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011




Fim de 365 dias e 6 horas de esperança, de incompatibilidade, pregresso e desgraça, gargalhada desenfreadas e choros no quarto. Porre de madrugada e palha com café no dia seguinte, novos amores e rosto quebrado. Gente honesta e carapuça caindo, tudo não levado a sério e levado a sério talvez até demais no fim do ano e notas baixas. E mais uma ilusão de que tudo vai mudar no próximo ano. Talvez quem sabe para os otimistas, confesso que uma preguiça horrenda me apossa nesse fim dos dias, mas no momento não posso exigir nada, qualquer coisa que venha levar todas as mágoas que tive só esse ano já está bom demais! Até porque eu não espero que um novo ano venha mudar minha esperança, muito menos minha crença. Aliás, eu não espero nada do mundo, o planeta continua intacto assim como os dias e as noites . O que eu espero são pessoas melhores, mais esperançosas, amigas, lutadoras, rindo atoa, gente honesta, homens e mulheres dignos de não ferir a torto e direito, que nos evitem porres e depressões, merecedores de minha amizade. É isso. No mais, boas festas a todos!



Minha alma se atrela a tua, tão de repente e pura...
Nesses anéis escuros de meus cabelos
Minhas mãos se entregam a teus anseios
Tão singelo e puro nesta fuligem crua

E sobe pelo dorso aqueles lábios úmidos
E paira sobre o pescoço em segundos
Prossegue uma pausa em caricia delicada
E eu sinto como um leve tocar de ser amada

Tuas pálpebras gemendo de descrença
E um calor fecundo, de algo inesperado
Em que jamais fora alcançado
E as lágrimas rolam na inocência

Treme as mãos dentre meu seio reclinado
Treme a boca rente a minha e se lambuza
E geme de um querer tão saciado  
Que penetras e me abusa

Mas quanto mais eu tento, mais o quero
Invadindo o colo, jorrando o leite da vida
Entre o caminho e o leito eu te espero
Povoando esta solidão infinda

E procuro dentre os lençóis aquele rosto lindo
Imerso em teu corpo pensando em devaneio
Queria ser deste aquele o mais querido
Até então não era, pois, somente o teu enleio


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011




E não se poupou em proferir sobre meus planos
E ele prossegue de fato a ser um mistério
Passar pela mesma ária, e vem tocante
E nessa transição tão exato e sério
Pareceu-me até então encantos
Até revelar por baixo do silencio quente

Passou por mim, uma nuança de ironia
Aqueles dias úmidos de chuva
Carregou um ar de precisão em descrever
Trouxe ao caos pequena dádiva
Uma ambição irrefreável de dizer
Que quero e aspiro tua alegria.

E as cartas dizem ser um segredo
Para o que deveria ser o enredo
De algo novo que em tempos eu não via
Fora parte do passado e eu não sabia
Jovem sabido de tocar ardente
Olhares gritantes, sussurros dementes

És minha ária encantadora afã
És pássaro de toda manhã
Nebulosa, fria noite me sentiras
Sonho de tarde a tua costa fria
Em que me tocas sem pretensão tardia
E em teu colo na perdição me atiras.




Na vida tudo labora assim. Quanto mais se sofre mais se fecha, se tranca, este negocio de isolar funciona mesmo meu bem. Tem aproximadamente 180 dias que eu não me entrego a ninguém. Fui taxada de seca, mal amada, anti-social. Foda-se, eu não sofro mais, o que importa é isso não é? Quem se importa com a opinião dos outros hoje em dia?
Uma coisa leva a outra e por causa do seu individualismo em não se poupar dar sofrimento alheio, acabei por me tornar uma egoísta comigo mesma. Muito obrigada por me reprimir naturalmente. Quero que saiba que se hoje eu sou assim, a culpa é sua e mesmo que você não se sinta mal por isso dane-se, eu te odeio.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Desejei desfazer de dramas, desapego-me de destroços! Das damas distantes, das defesas decadentes... De ditados defasados, dicas do destino... Desistir de despedir, de doar! Deparei-me doente. De dentro dói demais... Dor de despedaçar! Dois dedos de dose, de dia, de dor. Dói. Deu. Ass.Nino


Doeu não pela fatigada dor de ser
Mas pela dor de desfazer concreto
Trocar pelo abstrato, juntar retalhos
Fazer gambiarra, tudo se torna mais
Não só pela dor de quem não tenta
Mas pela incompletude do destino
Despeço como desperdício de gente
2 gramas de dose, de noite, de rancor.

Doeu aqui também.
Ass.Val

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011




Muda-se o andamento, corre o ponteiro
Muda-se a forma, muda-se o cujo
Muda-se a marcha, e padece.
Não só a personalidade, mas o ponto de vista

Muda-se a postura.
Como efeito do aprendizado
Muda-se o aprendizado conforme a seqüência
Conforme os fatos.

Alguém sai magoado e leso
Porem mais forte e mais protegido
O peito esfria, a mente se fecha.
O corpo se cansa. Mas nem sempre anda só.

E aqueles que ferem só há um ponto final
A saída. Quem escolhe demais acaba sozinho.

domingo, 18 de dezembro de 2011




Jamais pensei que fosse pedir demais, ter seiva para tocar o chão e viver no céu.
E que amar fosse tão desesperador quanto teus afagos perdidos. Não pedi para viver sempre, nem caminhar a todo instante ao teu lado. O que eu te peço amor, é para que sorria uma vez que padeço em dor e me dê alegria para saber onde estou. E mesmo que isso ultrapasse sua capacidade de amar, por favor, não me deixe sozinha.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011



Quando a escura floresta caiu perante mim
E todas a trilhas ficaram cobertas
Quando os padres do orgulho disseram que não havia outro caminho
Cultivei mágoas de pedra

Eu não acreditava porque não podia ver
Embora tu vieste a mim pela noite
Quando o amanhecer pareceu perdido para sempre
Mostraste-me o teu amor na luz das estrelas

Lance seus olhos ao oceano
Lance sua alma ao mar
Quando a noite escura parecer infinita
Por favor, lembre-se de mim

Então a montanha se elevou diante de mim
Pelo profundo poço dos desejos
Da fonte do perdão
Além do gelo e do fogo

Embora partilhemos deste humilde caminho, sozinhos
Como é frágil o coração
Oh, dê a estes pés de barro - asas para voar
Para tocar a face das estrelas

Sopre vida dentro deste fraco coração
Suspenda este véu mortal de medo
Leve estas esperanças despedaçadas, marcadas com lágrimas
Nos ergueremos sobre estas preocupações mundanas

Lance seus olhos ao oceano
Lance sua alma ao mar
Quando a noite escura parecer infinita
Por favor, lembre-se de mim

Por favor, Lembre-se de mim...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011




Ao olhar no espelho achei o que deveria ser parte de um fruto inteiramente podre, passado, uma personalidade totalmente distorcida do que eu era antes.
As opiniões, os conceitos e os modos, todos trocaram de lugar com a covardia, escudo da sociedade vazia, e por tal zelo em prezar pela soberania além da imagem e do social, pus-me a habituar sob a presença de estranhos. Não estranhos pela versatilidade, pela distinção, mas estranhos pela falta de conteúdo.
E a maquiagem era apenas uma farsante de uma pessoa bem aparentada, o meu gosto se direcionou para o abandono, para o fútil em troca de companhias, a bebida tornou-se minha camarada e eu dentre as mocinhas mais belas de corpo bem estruturado tornei-me a estrela, a atração principal contendo não só o frasco como a maioria das mulheres na rua, mas também o perfume com o cheiro mais agradável. O cheiro do conhecimento.
E ainda que eu possuísse o perfume mais doce, as pessoas não estavam interessadas em me sentir, apenas tocar. Acho que cheguei ao cúmulo de me sentir vazia.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011




Caiu, não só o semblante
Por trás desta púrpura
Caiu tarde o teu farsante
E veio logo a ruptura

Bem como cai, mesmo tardia
Não se recoloca máscara
E após a queda, tristeza a tanto
Jamais revivida no mesmo encanto.

Não há reticência
Para frutos do tempo
É semente da convivência
É parte da sobrevivência

Afeições brutas, aleivosia
Promessa vazia
Amores e auferia
Semi-idéia de harmonia

Amas, que na vida sofre
Tudo, até mesmo sendo nobre
A face que habita nela
Há de ser que um dia se revela




O relógio acusa nossa distância, é nele que corre o tempo e a circunstância como sua fiel amante. É, e se agora essas marcas no rosto não me trouxeram o êxito de rever pessoas e planos passados, desfaleço pouco a prantos.
Olha, eu tenho uma idéia melhor do que ver o tempo passar. É não ver, é dissimular que o tempo não existe, só mesmo a saudade saudosa como decorrência de meu envelhecimento.
O tempo mudou sabe jovem... Já não sabem mais o que são amigos, ou amores e se existem. Diante da ocasião em que me encontro em plena revelia, digo que já não faço mais questão de ser este corpo, esta matéria branda, portanto anda mais conveniente para eu sentar-me nessa cadeira e findar a vida assim, olhando para a corrida dos ponteiros, que embora traga tanta saudade, adianta meu ponto final.
A vida soube ser generosa, fui eu quem não soube agradecer e engrandecer minhas virtudes.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011




"Vai aí um chá? – Pergunto-lhe. - Saboreie não só meu recanto de dor, mas de ousadia. – Prossegui. Mas aqueles olhos, ah... Aqueles olhos lançados ao mar de constante vazio me excitavam de tal força, que pelo impulso pusera-me a abraçá-lo e querer não só oferecer a ousadia, mas a inconstância do meu amor sereno. Mas aqueles olhos pairados no azul, além do infinito me mata de prantos, e ele se recusa o chá. Levanta e entra na casa de pau-a-pique, escora na rede, dorme.
Eu poderia tentar convencê-lo a estabilizar nossa dor, compartilhar sem rancor, mas acontece que não há motivação, aí troquei de lugar, lancei meus olhos ao mar, tanto quanto meu corpo; e o céu diminui na inconstância desse vazio, recaí a minha dor. Eu fui do mar ao céu"

quinta-feira, 17 de novembro de 2011




“Sinto falta do que nunca foi meu. Sobretudo dos planos, dos sonhos e  dos encantos teus.
Dos teus encantos que cabem na palma da mão, no dia em que li o teu acaso e estava fadado a ser meu. Mas este ser, de tão modéstia confusão já não seria ser de caminhar comigo, seria ser de estar no coração, como está agora dolorido.
Carrego então, e bem sobrecarregado este apego que não deveria ser meu, portanto teu. Se soubesses o quão escrevo com desmedido desejo tomado às forças do punho para que você volte a ser como era antes, lhe garanto meu amigo/amor, que recolocaria esta máscara tão linda, tão fascinante que usara pra me conhecer.”

segunda-feira, 14 de novembro de 2011




Naquela vidraça semi-aberta pairava o canto vazio do pássaro, e me fazia refletir durante um curto espaço de tempo que um pássaro podia ser ditoso e só, porque não eu?
Amigos... Já ia me esquecendo de suas funções.
A palavra amigo é algo que denota afeição, estima e dedicação recíproca.
Mas não sei se todos esses sinônimos cabem no meu conceito de amizade.
Visto por um ângulo de cima, amizade se faz na base da troca seja material ou compassivo. E se faz com que nos tornamos em excesso submissos.
Para dizer a verdade, já não sei o que se constitui a expressão amizade, e já não tenho idéia palpável do que seja, faz um bom tempo.
O pássaro não dependia de definitivamente nada para se afinar no tom de meio dia, talvez esta pequena semidéia me faça com que eu me desapegue mais de tudo que já não me satisfaz. Amigos, amantes, cartas, calúnia... E já não é de hoje que me sinto só, não pela idéia de estar só, mas pela incompletude que as pessoas me acarretam. Precária disposição de me completarem. Poupo-me por findo no canto do pássaro. E digo mais, quanto mais conheço as pessoas, mais eu amo meus animais.



Deixei os óculos em cima da mesa, logo em que cruzei a página do livro em que relatava a parte constrangedora de dois amantes, sob nudez explícita do qual eu não me afeiçoava.
Tratei de me levantar da cama, pois já era o segundo dia em que estava vegetando.
A história já não era mais a mesma, meu corpo entresilhado e desnutrido de má alimentação, já me supunha no máximo 50 anos de vida, tabaco e bebida em demasia.
Eu não me aceitava, amigos eu não tinha mais, enjoei de amantes, de sexo ocasional, de selvageria. Tudo parecia completar um sentido inexistente da minha virtude infantil.
Não sentia mais indigência de ser tocada, não sentia mais excitação lendo romances explícitos, coloquiais e modernos. Era uma necessidade súbita de ser subjetiva arquitetada como inalcançável perfeição.
Diante das circunstâncias, já me habituara a ser tratada como puta, de programa ligeiro e logo no dia seguinte já não se sabe da minha existência.
Não denoto tempo para isso, pois há de se convir que puta eu não seja, ainda que na modernidade tudo se entorne para o liberalismo exacerbado. Chega!
Perdi meu autocontrole, depois do ultimo relacionamento, me perdi entre pernas e braços de qualquer um, de um não, de vários. Meus devaneios se recuaram contra mim, diverti de tal forma como nunca me divertira, mas voltei como um naco de papel rascunho, como se escrevessem de qualquer forma, qualquer coisa e depois simplesmente jogaram fora, senti e sinto um vazio extenso que não me diverte mais. Abrir as pernas pra qualquer um nunca fez parte do meu feitio, mas é que agora eu estava de saco cheio dessa fábula de amor. Desde quando isso se tornara real? Que eu me lembre nunca. Sou um artigo e nada mais, mercadoria banal de praça. Escritora miserável, falida de amor e princípios.

terça-feira, 8 de novembro de 2011



Por mais que me defronte a mocidade flórea, e me reste a belza docil do campo. Foge a regra. Minha natureza é ser triste.

domingo, 30 de outubro de 2011




Angústia tragada infinda
Cambaleia a moça ao chão
A gemer, despida
O aspecto inchado em vão

A veste retalhada exprime
O gosto acerbo e arrogante
E o homem pranteia ente a amante
Fez-se que amar é um crime

Fluir entre as pernas a vida
Nos olhos a lágrima inibida
O leite entre impulso saíra
Na seiva tocada por ira




Aquele cômodo, aquele cheiro
Não era teu, aquele breu
Nem a vidraça, nem o meu seio
Não, meu colo não era teu
A escória revela o ambiente
A angústia em pó dolente

Aquele copo d'água, meio cheio
Tudo parece tão vazio
Quero falar de solidão agora
Posso ter fragmentado embora
Tenha decorado tudo a fio
Em que deixei ao meio

Um naco de papel
O arco de um violino
A partitura inacabável
Um livro aberto e fino
Privado de verdade
E uma essência pela metade

sábado, 29 de outubro de 2011




Renúncia

Derramas ainda tardia
O preço do abandono
Faz da minha companhia
Teu custo, teu adorno

E por baques profanos
Há de vir que não se faz da amante
Uma brandura de mulher errante
Ah... Sim! O amor de anos

O amor que foi assassinado
Do corpo dolorido
Do beijo, a boca inchada
De toque e despedida

Ah que d’o amor enlouqueço
Soluço e me vejo em prantos
Da cura, a triaga amarga. Padeço
Da noite a abusar de encantos

segunda-feira, 17 de outubro de 2011




Não existe semitom para explanar esta semidéia de histórias de amor que começam no fim.
Não existe semitom entre meus dedos, entre meus devaneios que se voltam contra mim.
E nada que se oscilem fora do padrão, mais uma vez que ouvisse
E volto a ser a mesma harmonia de antes, a mesma Elise.
Só arranjar esta ária da vida interminável
Não existe sustenido para esperanças de amor infindável.
Pela angústia de que a música cerrou-se antes mesmo da apresentação.
As cortinas se fecharam antes dos aplausos e as páginas da partitura assim como meu amor foram parar no chão.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011


E para aquela carta que não foi entregue, para aquele sorriso que não foi dado, aquele abraço, aquele beijo ou despedida. Deixe sua partida, sua lembrança. Chora.
Mas não se entregue ao medo de caminhar sozinho.
Ninguém vem ao mundo para ficar só, existe perda, não existe dano. Para cada partida, um aprendizado para quem fica. Para quem vai é só despedida.

Deixe o coração aberto para boas vindas, deixe a mente livre para conviver com as diferenças. Dê valor a quem te ama.
Viva com o que a vida pode lhe dar, procure felicidade nas coisas que você já tem, procure conquistar de forma lenta e gradual, sem pressa de ser feliz. Amor é coisa para poucos, valor também. E o dom da vida é para raros.

Viva!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011



Da paz que não tivemos
Das noites de eternidade
Dos risos que não deram tempo
Deixo uma queixa, uma saudade

Dos filhos que não tivemos
Dos abraços faltavam pedaços
Dos beijos então, nem se fala!
Deixo meu cansaço.

E deixo um ponto final
Para a nossa história que nem chegou a começar.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011


"As vezes silenciar seja o melhor remédio para o desespero da alma."

quarta-feira, 24 de agosto de 2011




O movimento era propenso
Desesperador e intenso
O amor era urgente
Que a dor se encobria suavemente

O toque desajeitado
No peito acelerado
E corpo inerte sem cor
E as horas cruzavam suor

Devagar... A vida em risos
“Eu te amo” sem discurso
Para o teu olhar confuso
Cambaleando suspiros

Os ditos sabem de cór
Que agora sem pudores
Que por dois amores
Sejamos um só

Amor tão querido
Cultivado pequeno menino
Vença-me na confiança
Que te quero amor em temperança

domingo, 21 de agosto de 2011

domingo, 7 de agosto de 2011




Surpresa foi quando eu te vi
Cabisbaixo envergonhado
Perdido nos erros, nos ermos
Na madrugada

Insensato, inconseqüente
Ilimitado, amor livre
Falsidade ideológica
E teu olhar perdido

É tudo o que eu tenho
De mãos vazias caminhas
Sentimento cru, sem asas
São os teus, não é mais o mesmo

São palavras sem rimas
Sem sentido e tudo ou nada
Porque te quero inteiro
E não pela metade

Surpresa ainda que não te reconheci
Pálido a fronte transpiraste
Pairado no colo da opção que resta
Inerte nos cuidados

Na inconstância do meu amor

sexta-feira, 22 de julho de 2011



Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.


- Pablo Neruda

quarta-feira, 20 de julho de 2011



Volta para mim ainda que tarde
Nas asas do esquecimento
Ainda que chega a hora, que seja amizade

Volta que ainda não acabou
Na alma do perdão
Ainda que seja cedo, que não se entregou

Volta, pois não te peço ainda
Nenhuma solução
Ainda que seja em vão, tristeza infinda

Volta para mim, que não te quero em dor
Nas ruas, na lucidez
Ainda que seja tarde, ainda que seja amor

sábado, 16 de julho de 2011



Amar é ridículo
Não vejo motivo para amar se tão só vivo de alegria
Se vivo da carne, ta taça de vinho
Não vejo motivo para ter um, se posso ter a minha vontade
Nem porque esconder o promíscuo, se o bom da vida está lá.

terça-feira, 12 de julho de 2011



Partir

Em mim você fez parte
Você chora e eu parto
Porto porque você partiu

Partiu porque me partiu
Partimos corações em partes
E partes agora porque me viu partir

Vamos juntos, partamos
Para bem longe que parta
Essa saudade em partes

Partir e te ver parir, me dói em partes.



Viagem

Presumi felicidade breve
Despertei demônios por fadiga
Na minha educação que esteve
Presente na aurora de minha vida

Libertai mulher, desta masmorra
Viver de corpo livre na madorra
Soltar nesta harmonia
Ruídos de profunda sinfonia

Fazer com que esta viagem
Seja de grão a árvore da imagem
Das flores da mocidade
Que deixei só na saudade

sexta-feira, 8 de julho de 2011



Pôr-se o copo d’agua na pia
Acordas na alvorada
Para fazer sinestesia
Sobre a dor desesperada

Se cá jazemos sós
És porque mora
Aquela ária que chora
Foi feita para nós

Pegue o lume-pronto, a companhia
Vamos tragar o aroma
Da quietude e da solidão
Para abusar da sensação
Meu amor, meu corpo aclama
Aquela dose de calmaria

Nas costas, trago o fardo
Nos seios a dor da alma
Nas pernas, o rancor do toque
No frescor da juventude eu guardo
E sendo assim que me sufoque
Porque do amor me poupo esforços
E é do amor que eu cerro os olhos

Para sempre.

segunda-feira, 4 de julho de 2011




O gato e a moça

A moça é o gato
O gato é a moça
Que come no prato
Que banha na poça

O gato que canta
Que gosta do rio
Que o pássaro espanta
Que morre de frio

Ele mia lá fora
Ele brinca na louça
É o gato que mora
Na alma da moça


                                                             Valesca A.Rennó




Quero que saiba amor
Que talvez por tão severa vida
Jamais verei teus encantos
Quero que este seu brilho possa raiar
Em meu claro vazio.


                                                          ValescaA.Rennó

sábado, 25 de junho de 2011




Promessa grandiosa:

De trás para frente a vida toca.
Nessa dispensa aqui sobra, amor e afeto
E que suas mentiras sejam as mais relevantes
De todas as conversas ditas
E que apenas um pouco de dignidade
Possa prosseguir sem magoar alguém.
E digo mais, porque trago tão desesperado amor.
É porque me prometeu felicidade,
E eu já devia saber que felicidade não é promessa
É conseqüência dos vossos atos.


                                                                Valesca A.Rennoir

quinta-feira, 23 de junho de 2011



Convite

Trago um apelo honrado
Meu bem, amigo,amado
A tua nobre cortesia
Presença e poesia

Lhe convido a pairar
Sobre meu seio palpitante
Acoste-me num instante
E por nós ditar

Esta minha carcaça
Que muito tem pudor
Que suspira e te faça
Querer não só amor

E por ocasiões sucintos
Este palco da vida oca
Sejam versos ditos
De boca em boca

Que essa tarde que aqui invade
Seja tão somente linda
Quanto essa vontade
Infinda


                                                        Valesca A. Rennó

domingo, 19 de junho de 2011



Despedida fora do padrão / Poema fora do padrão

A despedida foi um toque
Sem olhar nos olhos, mas esperei para ver se volta
E porque volta, mas não houve volta
Talvez porque tenha que cuidar de outra história senão a minha
E a minha sai pela fumaça da minha tristeza
Na clara incerteza, de voltar um dia
Cheguei em casa, tirei a bolsa do lugar
Tenho um pedaço de papel, uma caneta
E o meu amor
Pouca coisa, sem rimas, sem idéias, só desgosto...

quarta-feira, 15 de junho de 2011



Ao acaso:

Vim ver tua face e zombar-lhe a frenesia
Suas mãos  tão por ventura
Que por-te a parte a minha ternura
De tão querido amor, a fantasia

É para ver que trouxe aqui minha afeição
De termos vão só como teus
Tão saudoso aos olhos meus
Sem queixar das mágoas, vão

E se aqui se chocam os rios
É pela eterna vontade dos teus risos
Que caminhas a mim enfim

Deixai que a flor da mocidade
Desabroxe e seja bela
Quanto teus calentos mimos


                                                                    Valesca A.Rennó

terça-feira, 7 de junho de 2011

Caminhei sobre minhas ações.



Hoje resolvi tomar uma decisão importante na vida, e mais do que decisões, ações.
Decidi remediar meus desejos com a luta incansavel do dia, quero deixar para trás o que surte prazer superficial, e quando falo prazer superficial, não digo do corpo e da alma unidos pelo desejo carnal de quem se ama. Prazer superficial são meios que as pessoas se apegam como fuga das dificuldades. Fumo e bebo.
Certo. Decidi remediar a minha labuta pelo profissionalismo coerente que tenho pela literatura, e decidi remediar também o amor que tenho pelas pessoas e por alguem em especial, mas remediar com luta, precisa de um tempero além que defino como afeição e paciência.
Esquecer é um remédio simples que demora a fazer efeito, então prefiro ir pelo caminho da persistencia, o que eu tenho sobrando em mim é força de vontade, eu quero sair das prisões do meu instinto ansioso, glorioso e pensamento grande.
Não basta pedir ou implorar coisas que só o tempo pode nos dar. Então remediar com luta é a principio uma ótima solução. Trata-se não só pelo desejo da conquista, mas algo que eu costumo chamar de amor próprio, tenho o defeito de amar quem não me ama, mas tenho a qualidade de lutar por quem eu amo. A paz não se constroe em cima de vestigio ou de pretenção, de interesses...
Ela se baseia no bom estado de espirito.
Eu me amo, mas tambem amo alguem, e por feridas que julgo não cicatrizar mais, ao menos por agora, pretendo continuar subir a montanha, e mesmo que meu cansaso não permita-me chegar ao topo, não há o que reclamar, o resultado das minhas dificuldades, vieram das minhas ações e por ações pretendo chegar aonde quero.
Por tudo o que eu fiz, pedir desculpas não basta, ações bastarão e assim por feito.
Esta é a minha vanglória, e ainda que eu perca algumas conquistas, outras mais importantes hão de vir, e eu estarei lá novamente, na persistencia da caminhada.


                                                                     Valesca A.Rennó

terça-feira, 31 de maio de 2011



Poupo a leitura de Azevedo
Hoje eu lembrei de morrer
Mas pelo constante vazio
Parei na página vencida
Observo em repouso e crio
A vontade de poupar a vida

E o vermelho constante pinga
Pairado na sorte
Que por agora
Impertinente diga
Que chegou a hora
de poupar a morte

segunda-feira, 16 de maio de 2011



Dorme agora amado meu
Com esse amor que agora é seu
Porque o céu é a eternidade
Porque o sono é o infinito
E o sonho é o labirinto
Da nossa realidade


                                                            (Valesca A.Rennó)

quarta-feira, 27 de abril de 2011



Teu corpo mora em mim.

Nos laços do corpo se laçam
Nas mãos isalumbres se amaçam
Desfaça a luz e esconde
Jaz esta noite na imensidão
Caio em mãos onde
Me enlaçam na solidão

Abra a janela, pois eu espero
O aroma lá fora e traz
Para dentro do íntimo, a paz
Teu corpo mora em mim
E este enlaço que faço assim
Permite-me dizer que o quero

Ah! Como eu amo e vejo..
E por amor termino a vida
Por amor me dei vencida
E nesta nota eu desejo
Enlaço meu corpo em tuas asas
Querer-me em teu corpo e me faças

Voar nas asas dessa paixão.

sexta-feira, 22 de abril de 2011





"Minha literatura é linda e vã maravilhosa, a minha alma pertence a muitos e é para quem gosta de ver, quem não gosta, procure a sua e exponha também. Não há orgulho maior do que trabalhar com as palavras e dar corpo e alma e elas.
E não tem melhor retorno para nós poetas do que leitores que realmente gostam e apreciam a nossa arte."


Valesca A.Rennó

quarta-feira, 20 de abril de 2011





Vem dos olhos de deus esta ganância

Sobre os pecadores que inibem
É neste receio que abriga a ignorância
Dos seres que marcham, que vivem

Se na magnitude plena de um coração
Mora amor e compaixão
Não releva a prisão e o medo ter
Estas a par de ser humano sem crer

Não te espera fogo, não te espera tormenta
Pois se da bondade viver
O inferno não há de querer

Se deste fanatismo o enfermo acolhe
Pois saiba que nada te escolhe
És bom, és mau, é humano



                                                                  Valesca A.Rennó


terça-feira, 19 de abril de 2011



Soneto da vaidade


E nas pontas da vaidade outrora
Caí nesse furor profundo de agonia
E é por desfolhar a flor d’aurora
Que não me amei como queria

Se da sombra escura nasce
O passado a minha mocidade
Sofro em elo em ver a idade
Serena e tão fleuma na face

Sonhei, amei, morri
E do amor aberto e nu, vivi
Sem receber  uma só queixa

E é nesta flor do tempo
Que me levo na imensidão
Errante e só em sentimento


                                                                             ValescaA.Rennó


segunda-feira, 18 de abril de 2011





Chora o violino e a dor do tempo
Chora e sente a brisa no vento
Assim inerte o coração que sente
Que o melhor amante é o que mente

Não paro para pensar
Que neste vão momento
Correm as horas em desalento
Pois a vida precisa pulsar

O melhor amante é o que engana
E que a queira de forma profana


                                                                                      Valesca A.Rennó