sexta-feira, 30 de setembro de 2011


E para aquela carta que não foi entregue, para aquele sorriso que não foi dado, aquele abraço, aquele beijo ou despedida. Deixe sua partida, sua lembrança. Chora.
Mas não se entregue ao medo de caminhar sozinho.
Ninguém vem ao mundo para ficar só, existe perda, não existe dano. Para cada partida, um aprendizado para quem fica. Para quem vai é só despedida.

Deixe o coração aberto para boas vindas, deixe a mente livre para conviver com as diferenças. Dê valor a quem te ama.
Viva com o que a vida pode lhe dar, procure felicidade nas coisas que você já tem, procure conquistar de forma lenta e gradual, sem pressa de ser feliz. Amor é coisa para poucos, valor também. E o dom da vida é para raros.

Viva!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011



Da paz que não tivemos
Das noites de eternidade
Dos risos que não deram tempo
Deixo uma queixa, uma saudade

Dos filhos que não tivemos
Dos abraços faltavam pedaços
Dos beijos então, nem se fala!
Deixo meu cansaço.

E deixo um ponto final
Para a nossa história que nem chegou a começar.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011




O movimento era propenso
Desesperador e intenso
O amor era urgente
Que a dor se encobria suavemente

O toque desajeitado
No peito acelerado
E corpo inerte sem cor
E as horas cruzavam suor

Devagar... A vida em risos
“Eu te amo” sem discurso
Para o teu olhar confuso
Cambaleando suspiros

Os ditos sabem de cór
Que agora sem pudores
Que por dois amores
Sejamos um só

Amor tão querido
Cultivado pequeno menino
Vença-me na confiança
Que te quero amor em temperança

domingo, 21 de agosto de 2011

domingo, 7 de agosto de 2011




Surpresa foi quando eu te vi
Cabisbaixo envergonhado
Perdido nos erros, nos ermos
Na madrugada

Insensato, inconseqüente
Ilimitado, amor livre
Falsidade ideológica
E teu olhar perdido

É tudo o que eu tenho
De mãos vazias caminhas
Sentimento cru, sem asas
São os teus, não é mais o mesmo

São palavras sem rimas
Sem sentido e tudo ou nada
Porque te quero inteiro
E não pela metade

Surpresa ainda que não te reconheci
Pálido a fronte transpiraste
Pairado no colo da opção que resta
Inerte nos cuidados

Na inconstância do meu amor

sexta-feira, 22 de julho de 2011



Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.


- Pablo Neruda